Bairro Monte Sinai, uma grande ideia e a caça às bruxas no jornalismo?

 



Parece que o prefeito Gustavo Carmo andou lendo o que escrevi aqui, falando de uma avenida ligando a Calú à Uneb/Hospital Regional ou estamos pensando sincronicamente. O bairro que está idealizando, o Monte Sinai, atrás da cervejaria Heineken, se encaixa direitinho com a ideia e engloba a sede recreativa dos comérciários e um novo condomínio classe média nas imediações. Pode até chamar a nova avenida de Judélio Carmo, eu assino embaixo. O prefeito também projeta um aeroporto para a região. Eu penso em um parque aquático, um mega parque e que o centro administrativo seja por lá, o que puxaria a instalação de shopping centers e grandes lojas. Nossa vocação é irmos rumo ao litoral, afinal de lá viemos. Fazer esta parte da cidade, toda ela, planejada.


Ali é o local para cidade crescer longe das margens das rodovias. Há quem pense na avenida Murilo Cavalcante como rota de crescimento, vislumbram para ali a instalação de shopping center. Só que a conexão com o restante da cidade é caótica. Crescer as margens da Av. Joseph Wagner apresenta também limitações, há áreas de chácaras por ali que poderiam abrir espaço para imobiliárias, mas a que preço e ainda dependeríamos do acesso sem acostamente da Luís Viana e da Juracy Magalhães. Não sou especialista na área de conhecimento, apenas um palpiteiro aquariano, que me desculpe Juscélio Carmo pelo atrevimento.


Os pedidos para agilizar a duplicação das BR 101 e da BR 110 - trecho Catu-Alagoinhas - foram pertientes.  Só que Lula quebrou o Governo Federal e as extimativas para 2027 são piores ainda. Temos mais de 2 mil empresas à beira da falência. Nos contentemos com o Hospital Regional, é uma grande obra de 20 em 20 anos.


A notícia de quase conclusão da empresa de vestimentos hospitalares e a chegada de uma nova ligada à produção de estruturas de concreto mostram que a promessa de ativar o emprego e a renda está se cumprindo. O colégio em tempo integral nas antigas dependências do colégio da Pastoral do Menor demonstra preocupação com um programa que certamente servirá de base para a sua intregralização. O diálogo com as comunidades atendidas é o ponto alto, se não virar foco de doutrinação esquerdista.


A gestão pelo que constatei, realizando matérias para o Fala Gomes, tem excelente nível técnico, basta mostrar que os projetos pontuais que realizam podem ser universalizados sem perder qualidade. Uma preocupação com o Bahia Beer, que se pretende ser evento de abertura do turismo baiano, ianuguração do calendário de festas do Estado, para isto precisa de atrações de peso em nível nacional e necessita do governo do Estado e de patrocínio  das empresas estatais e das cervejarias. Abraçar mais eventos quase que similares, antes de consolidar o Bahia Beer com suas elevadas pretensões não seria um equívoco? Refiro-me a SEALBA, importante para o agronegócio, não resta dúvida, mas compete por patrocínio com o evento em foco e nosso agro está mais precisando de investimentos na produção, que sempre ficam na promessa.


As críticas continuam


Fazendo um breve resumo da semana. O vereador Luciano Almeida se queixou que tem recebido ameaças e agressões verbais do que chamou de "milícias digitais", lembremos do caso de Marcos Aragão. A prefeitura precisa desencorajar estas atitudes, pois se omitir é sempre perigoso, soa como uma espécie de incentivo.


O vereador tratou, no programa de Rainer Freitas, de um caso que está coberto por sete capas, a aparente perseguição ideológica ao jornalista Ícaro Pereira. Segundo o vereador, por ter se mantido crítico da Prefeitura, foi-lhe negado o acesso ao grupo de profissionais que recebem desta publicidade institucional. Se é o que parece, trata-se de cerceamento da liberdade de expressão, já fui vítma disto e vi, como repórter de assessoria, como se negociam esses arregos,, é vergonhoso. Quero crer que Gustavo Carmo e Luciano Sérgio estejam alheios a tudo isto. Esse é o câncer que tem matado nosso jornalismo no ventre.


 A vereadora Luma Menezes criticou a forma indevida como a empresa que explora a Zona Azul tem cobrado as multas para quem passa de 24 sem quitar o valor do estacionamento, isto tem se repetido por dois anos, segundo ela.


 Luma relatou a situação relativa aos pedidos de esclarecimento sobre a Maternidade Municipal, logo a após a morte do natimorto Théo, feitas ao Ministério Público. Sem resposta até o momento, ela questionou a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos, ordens de serviço, notificações técnicas e funcionamento de equipamentos utilizados no atendimento neonatal. 


No entanto, lendo os autos do processo, teve ciência de relatório do CREMEB dando conta das seguintes irregularidades da prestadora de serviço:  a ausência de inscrição do estabelecimento no CREMEB, ausência de médico formalmente designado como diretor técnico da unidade, ausência de certificado de regularidade da empresa gestora, inexistência de comissão de ética médica e ausência de registro atualizado do corpo clínico durante vistoria realizada pelo conselho.


Por Paulo Dias

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