Porque votei nulo
Não voto há cerca de 20 anos. Depois do Mensalão não compareci mais à cessão eleitoral - a decepção foi grande. Hoje compreendo as razões para os companheiros seguirem com o projeto(sobrevivência é fundamental), mas eu sabia que nada de bom sairia deste abraço à corrupção. Tinha esperança que o PSOL fosse a alternativa como uma esquerda ética, porém eles acorreram em socorro aos petistas, emprestando-lhes a sua bandeira identitária. Eu estava certo, a esquerda seguiu com a adesão ao pragmatismo corrupto e conivente à corrupção, como se esse dinheiro desviado não fizesse falta na ponta, onde está a parcela da população mais sofrida.
Via também que a polarização ocorre por conta de uma divisão fundamental na classe média. De um lado, ficou basicamente a classe média emergente sobretudo dos cursos de humanas das federais junto com a classe média tradicional, que hoje dominam a justiça e os meios de comunicação - são os eleitores do PT. Do outro, lado os egressos de faculdades particulares e de cursos mais técnicos junto com a classe média ascendente de tendência evangélica e católica tradicionalista, envolve também os pequenos e médios empresários que se fizeram por conta própria - são os eleitores dos Bolsonaros.
A polarização é fruto de uma luta por poder protagonizada por essas duaas metades da classe média. É uma luta da classe média que usa os pobres como massa de manobra - nada de novo. A primeira metade está vinculada à China e a outras ditaduras como o Irã. Os conservadores se afianam com o valores da América do Norte.
Votar em Lula já era um absurdo com o Mensalão, agora depois de duas décadas de corrupção, considero uma insanidade, que acomete metade da população ou quase isso, já que 20% dos votos são de pobres manipulados. Acho que os votos conscientes estão mais com os conservadores e sobretudo com quem se absteve e votou nulo ou branco.
Mas entendo que os conservadores são de fato homofóbicos e misóginos em decorrência de uma visão ao pé da letra da bíblia. Também me preocupa uma vertente dinheirista do evangelismo. E temo que se os conservadores se tornarem hegemônicos, haja ondas de intolerância religiosa e de gênero. Da mesma forma temo esse internacionalismo corrupto da esquerda sulamericana, formando ditaduras com fachada de democracia, como já ocorria no Brasil. Portanto, coerente com o que prego há anos, nem Lula nem Bolsonaro. O Anarquismo é o caminho.


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