Empréstimo: administração do futuro com velhos hábitos?
Gustavo Carmo tem tudo para fazer uma administração inovadora, contudo o que lhe impede é a manutenção de velhos hábitos. Adota práticas equivocadas dos seus parceiros. Do PT herdou o engodo do orçamento participativo. De joaquim Neto, os empréstimos. Felizmente deu um passo a frente do seu antecessor, a operação de crédito não é só para asfalto, envolve um importante conjunto de obras, é fato, muito bem explicado pela secretária de Obras e Projetos, Maria das Graças, em Audiência Pública.
O empréstimo público, apesar de ser legal, é antes de tudo antidemocrático. A democracia é um regime em constante mutação e nesse ponto deve ser aperfeiçoada. O crédito compromete gerações futuras que não votaram em Gustavo Carmo, nem estão aptas a opinar sequer, parte ainda está para nascer. Pelo que foi dito, o débito será quitado em 2047. Além de comprometer a parcela relativa a investimento das administrações futuras, subtraindo-lhes eficiência, promove capital político para o prefeito da vez com dinheiro do contribuinte. Vale ressaltar a mudança de posição dos petistas e a omissão do Orçamento Participativo. E o pior: provavelmente temos uma baixa capacidade de investimento devido ao inchaço da máquina pública, um cancro brasileiro que se agravou com a esquerda no poder.
O que mais tem a se criticar é a pressa em colocar a matéria em votação em um período de festas. Joaquim fez o mesmo com o código tributário. Outro ponto se deve a ausência do secretário de Finanças para explicar a fatura. Há de se assinalar a baixa audiência, um publico presente de menos de 30 pessoas e apenas 20 acompanhando no youtube. Em sete dias, só houve 207 visualizações. Hábitos velhos. Até alguns vereadores não compareceram. é o bananil!
O volume de obras foi apresentado em 5 partes/componentes. Vou colocar cada uma delas aqui com breves comentários. De modo geral, trata-se de uma quantidade grande de intervenções a serem contempladas por US$ 37,5 milhões (de dólares), equivalente a R$ 209 milhões - guardem este número. O agente credor é o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (FONPLATA).
Se não me engano, o hospital regional foi orçado em R$ 250 milhões. O que isto significa? Que se fosse investido todo o dinheiro em dois a três megaprojetos faria mais sentido do que pulverizar em algo em torno de 20 projetos. Alguns de baixa relevância comparativa como a reforma da biblioteca municipal e do Mercado do Artesão assim como do Parque de Exposições, praças e campos de futebol. Projetos importantes, mas de menor significância em nossa ordem de prioridades, que podem ser realizados com recursos próprios ou com verbas estadual e federal.
Apontam em boa direção a restauração da Igreja Inacabada e da Estação 2 de Julho e a implantação dos Parques Ecológicos como o do Riacho do Mel - faltou incluir a Fonte dos Padres. É importante também a construção de duas novas secretarias. Ao invés de dispersar os recursos, por que não pensar em dar início ao centro administrativo, que irá definir os rumos do desenvolvimento urbano de acordo com sua localização?
A interligação de bairros também é bem-vinda, contudo ao invés de interligar a Airton Senna à Av. Murilo Cavalacante, deveria interconectar a Calú à Uneb, unindo os dois eixos de expansão urbana da cidade e envolvendo três rodovias importantes e o nosso acesso ao litoral. Bastava fazer isto, recapitulando: a) Construir o Centro Administrativo (iniciar), b) Implantar os parques ecológicos, e c) fazer a interligação Calú - Uneb. Infelizmente a restauração da Igreja Inacabada e da Estação, para serem bem feitas, consumiriam grande parte do empréstimo, mas também seriam opções válidas.
Embora a soma do empréstimo seja elevada, destiná-la a uma amplo volume de benfeitorias pode levar a soluções paliativas em todos os cantos sem resolver nada efetivamente. Vejam as intervenções a serem contempladas com a linha de crédito disponibilizada:
Obs: A fonte(letra) ficou pequena devido à captura da tela, use o CRL+.
Com um volume






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