Melhora a eficiência na gestão, embora cometam-se erros evitáveis




Na matéria aqui no site "Gustavo Carmo: muitos avanços e erros relevantes", falo  que, fazendo uma série de matérias para o site de notícias Fala Gomes, identifiquei uma excelência em termos de gestão em contraponto a erros que não eram simples deslizes ou algo comum, que acontece com todo fazer humano. As falhas tinham uma certa gravidade, eram no mínimo preocupantes, até mesmo por serem previsíveis. 


O nível técnico da gestão - dos secretários - é evidente. Qualquer um que ler as matérias que fiz para o referido site jornalístico percebe isto. No entanto, os equivocos propalados em rede social e programas de rádio intrigam. Recentemente fiz, para o mesmo site, mais uma matéria,retratando o trabalho de Pedro Sobral na SMT que me deixou, mais uma vez, bastante surpreendido positivamente.


Nesse meio tempo, surgiu  a mais nova, a reforma do prédio da Pastoral do Menor em Alagoinhas, no valor de R$ 400 mil. O pior de tudo é que a Prefeitura não rebate,, nem esclarece o contrato firmado com organização não governamental, como sempre. Será que vai se cometer o mesmo erro praticado com a Santa Casa de Misericórdia quanto à antiga maternidade? Claro que entregar ao abandono todo um projeto educacional que muito fez pelo município é injusto, mas por que não se partiu logo para a desapropriação do imóvel?


Outro assunto comentado na internet diz respeito ao remanejamento da rede escolar, que desativou oito esoclas na zona rural. São elas: Escola Antônio Silva Lima e Escola Senhora das Graças, no Povoado do Encantado, Escola José Nicolau, em Sauípe, Escola José Abelha, em Mangueira, Escola Tomé de Souza, na Fazenda Espuma, Escola São José, no Disai, Escola Rui Barbosa, no Cruzeiro dos Montes, Escola Vale do Sol, no loteamento Vale do Sol.


O argumento da Prefeitura, bastante conhecido por várias entrevistas em rádio de Gustavo Carmo, é válido. Trata-se dar mais eficiência logística à rede de ensino, concentrando esforços e possibilitando homogeneizar melhor o nível do aprendizado. Mas fica uma pergunta: o que será feito dos prédios escolares desativados? Deveria já se ter pensado a respeito para comunicar tudo de uma só vez. Não se concebe acreditar que permanecerão vazios, sujeitos a depredação.


Esta falta de se fazer um pacote completo, integralizar as ações, pode-se perceber no lançamento do Tarifa Zero. Seria interessante oferecer um calendário de eventos culturais e de lazer aos domingos bem como realizar uma adequação das praças com manutenção dos brinquedos e o aumento da quantidade destes. Sem falar na renovação da frota, para ontem.  A melhoria na marcação de consultas com especialistas e exames ainda não foi suficiente para ser sentida pela população. Os mutirões em dezembro mostraram-se providenciais para que a demanda de 2025 não passasse para 2026.


É certo que a oposição exagera também. Dezenas de escolas receberam manutenção, por uma que ainda não foi contemplada, se faz o maior alarde e o mundo parece que está se acabando por um problema no sanitário do Terminal Coletivo. Pior é que nada disso se discute no OP, o engodo de uma erquerda histórica e sabidamente autoritária. O governo se desgasta como no episódio do Minha Casa, Minha Vida e nos aluguéis pagos por imóveis fechados. O Bahia Beer se consolidou como festa regional, no máximo. Contudo precisa de contratação de atrações de peso em nível nacional para se inserir no calendário turístico do estado - o marketing abusivo deixa subentendido que este patamar já foi alcançado. 


Ao invés disso, vai realizar mais um evento, a Feira Agropecuária SEALBA, para a qual recorre-se ao governo do Estado. Uma boa notícia é que se ampliará o número de vagas em educação em tempo integral em 63,8%. O percentual impressiona, mas em números absolutos serão apenas mais 1 mil vagas oferecidas, mais um truque de marketing utilizado, aliás, um dos defeitos desta gestão, usá-lo como os adolescentes colocando filtro nas fotos. 


O Governo de Gustavo Carmo tem muitos pontos positivos, basta mostrá-los e responder as críticas que circulam nas redes sociais. Já estão pegando no pé do prefeito por não fazer obras com recursos próprios. Seus antecessores, neste século, bem pouco as fizeram, ostentando realizações de emendas parlamentares e promovidas com verbas estuduais e federais. Mas se Carmo não fizer nenhuma com recursos próprios, ficará devendo, mesmo que, no recente empréstimo, empenhando em contrapartida mais de R$ 37 milhões.



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