Salário do gestor do SAAE esclarecido e as chuvas
O secretário de Governo Anderson Baqueiro publicou um vídeo na internet desmentindo a notícia de que o diretor do SAAE ganha um salário de R$ 60 mil/mês, acima do teto constitucional que é de R$ 46.366,19 ao mês. Em sua versão, o gestor Renavan Andrade Sobrinho recebe R$ 20 822,00 mais anuênio de R$ 7.122,81 e gratificação incorporada de R$ 5,558,21 mil, um total de R$ 33.503,02 mil/mês. Renavan Sobrinho é profissional de elevada qualificação, se outros muito menos gabaritados auferem em torno de R$ 20 mil/mês, nada a servir de objeção.
O jornalista Nilton Vasques solicitou que a cópia do contracheque fosse mostrada para dar credibilidade a defesa do governo, portanto não admitiu estar errado. A denúncia partiu do vereador Luciano Almeida, político de boa reputação, que não se deixaria vê-la maculada por uma informação sabidamente falsa.Alguma água ainda vai passar por debaixo desta ponte, ao que parece.
Nesse meio tempo, Tonho Rato sai com nota revelando mais um aluguel contestável. Com ausência de licitação, a Prefeitura teria contratado o uso de um imóvel pertecente a uma vereadora por R$ 8mil/mês. O negócio pode não ser ilícito, mas de fato não é uma prática digna de elogio.
No mais, a chuva de quarta-feira à noite que precipitou um volume de água de 15 dias em 2 horas. Juscélio Carmo, falando à rádio 2 de Julho, afirmou que os alagamentos ocorreram nos pontos onde existem problemas crônicos de drenagem, mesmo que tivesse chovido bem menos, haveria alagamentos, menores no caso. Interessante é que esse é um problema que se arrasta há 25 anos, mas quando falam, colocam toda a culpa nas costas de Gustavo Carmo, que só tem pouco mais de um ano de governo e já incluiu entre os projetos do novo empréstimo obras de macrodrenagem. O fato é que, afora o centro da cidade, qualquer chuvinha, a água corre por cima do asfalto, sinal que a rede de drenagem está entupida. Juscélio ainda criticou o uso de caminhão desentupidor, imadequado para nossa tubulação de cimento. O recurso, segundo ele, deteriora ainda mais a rede de drenagem.
No entanto, até Joaquim Neto pode ser colocado fora desta fatura, pois realizou a macrodrenagem da Cavada e da Poligonal Noroeste, envolvendo a bacia de Santa Terezinha. As redes passaram por ruas e localidades como a avenida Conselheiro Dantas, Parque Jaqueira, Avenida Rio Branco, Shopping Laguna, Silva Jardim e arredores da Fonte dos Padres. Até Joseíldo Ramos, em um ato de redenção, colocou emenda para o Silva Jardim, que ainda precisa de novas intervenções para sanar o problema definitivamente. O trabalho de amparo aos atingidos pelos alagamentos foi digno de elogio, por que não elogiam? É tão simples como também admitir que o prefeito não é o culpado pelos estragos da chuva, vamos com calma, é melhor.
Os erros gritantes que Gustavo cometeu são reprováveis de fato, mas nenhuma novidade para o contexto político de Alagoinhas neste novo século, mas nem tanto assim. Acho que ele deveria responder com protidão a seus críticos, admitir os erros se for o caso, mas, acima de tudo, se esforçar para não repetí-los. E um conselho: não usar tanto o marketing, de forma exagerada. Como o emprega, atrapalha mais que ajuda e talvez seja a razão do tom pesado, utilizado por seus críticos. O marketing ou é uma meia verdade ou um exagero ou metonímia subliminar indevida - sempre um perigo, evite-o, só trabalhe, o povo já está cansado de conversa.


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